21 de dez de 2007

Coletânea: Palco, corpo e alma (1976)

Philips

Esta coletânea de 3 LPs lançada em 1976 contém gravações ao vivo de diversos intérpretes.
É o único disco lançado no Brasil com parte do registro do show de Jorge Ben acompanhado pelo Trio Mocotó em Tóquio (1972).
As faixas estão em qualidade melhor porém editadas em versão reduzida.

São elas (clique para baixar):

Qualidade: 160 kbps
Tamanho: 3,5 mb cada


20 de dez de 2007

Jorge Ben e a sua Tábua de Esmeralda

O texto abaixo foi escrito em 1974 por Aramis Millarch para o jornal Estado do Paraná. Vejam que maravliha:


Disco - Jorge Ben e a sua Tábua de Esmeralda

Poucos são os artistas que conseguiram não se filiar a nenhuma corrente na música popular e deixar que as correntes da MPB se filiassem a eles. A opinião é do crítico Roberto Moura e mostra de uma forma simples toda a dimensão e integridade que Jorge Ben conseguiu no seu trabalho. O autor de CHOVE CHUVA e MAS QUE NADA evoluiu como poucos e conseguiu manter as mesmas bases, o mesmo "feeling" do início de carreira. Com seu ritmo bem brasileiro, as letras simples, um jeito de cantar que misturava o alegre e o triste, ele observou o que se fazia no Brasil e no Exterior, dedicando músicas tanto a Caetano Veloso (MANO CAETANO), como ao cantor de blues americano TAJ MAHAL. O seu trabalho motivou verdadeiras homenagens que partiram de Gilberto Gil, Caetano Veloso e agora Chico Buarque de Holanda (JORGE MARAVILHA), mostrando que Jorge é acessível e admirado por diversos tipos de público.

Depois da coletânea DEZ ANOS DEPOIS, Jorge iniciou uma nova fase que ele chama de alquimia musical. Considerando-se um novo adepto da alquimia, ele diz o que norteou a criação no seu último LP A TÁBUA DE ESMERALDA: "A maioria das músicas são alquímicas, mas sempre pela filosofia musical. Eu pretendo que a minha música traga paz de espírito e tranqüilidade para quem a escuta". O ritmo continua sendo aquele já conhecido de todos nós, só que com algumas alterações nas divisões para acompanhar as extensas letras retiradas de grandes textos alquímicos. Os arranjos tem efeitos espaciais complementando o clima cósmico de muitas das músicas, especialmente em ERRARE HUMANUM EST, onde, segundo Jorge, "procuro mostrar se eram os deuses astronautas ou não. É quase uma mecânica celeste". Toda a apresentação gráfica do disco acompanha os motivos principais das músicas, e foi nas figuras que Nicolas Flamel encontrou em um livro da Abrahão que foi baseada na capa do LP. Esta nova face do trabalho de Jorge Ben remete às coisas celestes, mas não esquece as coisas simples. Em EU VOU TORCER fala da paz, da alegria, do amor, do inverno, do verão, da agricultura celeste e do maior teólogo cristão, no entender de Jorge: Santo Thomas de Aquino. "Parto das coisas mais sérias até às mais simples, como o meu time de futebol, porque todas elas tem muita importância e motivo de existirem", complementa Jorge. Uma estranha parceria se estabelece na faixa HERMES TRISMEGISTO E SUA CELESTE TÁBUA DE ESMERALDA, Jorge Ben e o faraó egípcio Hermes Trismegisto, que teve os seus textos traduzidos pelo alquimista contemporâneo FULCANELLI. Hermes era chamado de "TRÊS VEZES O GRANDE" e seus escritos foram encontrados pelos soldados de Alexandre da Macedônia na Pirâmide de Gize, grifados com uma ponta de diamante numa lâmina de esmeralda. Várias traduções foram feitas sobre este tratado, e a de FULCANELLI foi considerada a melhor delas, e entre os vários idiomas em que pode ser encontrado o texto, está o português arcaico, que é a utilizada por Jorge Ben. Aliás, ele procurou fazer poucas variações para não tirar a beleza do texto, e conclui: "Tenho muito respeito e admiração pelo trabalho de um alquimista, pois ele dedica toda a sua vida a estudar e procurar com uma fé e perseverança não comparável a coisa alguma. Desde o LP BEN ROSAS ERAM TODAS AMARELAS já há o reflexo do estudo e da tentativa de aplicar tudo isto à minha música. Pessoalmente houve uma grande mudança em minha vida e eu me sinto profundamente satisfeito comigo mesmo. Os textos alquímicos são complicadíssimos, mas eu os vou interpretando de acordo com a minha compreensão, sentimento e bem estar".

Na faixa O HOMEM DA GRAVATA FLORIDA, Jorge homenageia Paracelso, um grande alquimista, e em ESTÃO CHEGANDO OS ALQUIMISTAS, a dedicatória é para todos os filósofos herméticos. O trabalho vai continuar e outras músicas já estão sendo preparadas para receber textos alquímicos, e entre eles há uma oração de Nicolas Flamel onde ele pede a Deus para não perder a fé e a força na sua vida de pesquisas. Mas isso fica para outro disco onde Jorge Ben explorará mais o caminho aberto pelos alquimistas na sua vida.


Fonte: Tablóide Digital

19 de dez de 2007

Tributo: Red Hot + Riot (2002)


Red Hot + Riot: The Music and Spirit of Fela Kuti

A Red Hot Organization, desde 1989, arrecada fundos para a pesquisa da cura da Aids e já lançou 14 álbuns.

Este tributo beneficente conta com novas interpretações das canções de Fela nas vozes de músicos como: Jorge Bem Jor, Sade, Dead Prez, D'Angelo, Macy Gray, Kelis, Talib Kweli.

Pioneiro do "Afrobeat", Fela Kuti, consagrado compositor nigeriano, se tornou símbolo da luta contra Aids na África, após morrer em conseqüência da doença em 1997, depois de afirmar por anos que a enfermidade não existia.


Faixa para baixar:
Tamanho: 11 mb
Qualidade: 192 kbps


(...) faixa fundamental do disco promove o encontro dos rappers Talib Kweli e Dead Prez com o brazuca Jorge Ben Jor e o grupo Positive Force (conglomerado de ex-integrantes das bandas de Fela). A versão para 'Shuffering & Shmiling" surprende em vários aspectos. Primeiro, deve-se dar o braço a torcer ao produtor da faixa - que conseguiu extrair de Ben Jor o mesmo falsete dos tempos em que se chamava só Ben (êxito só comparável à participação do mesmo Jorge na música "Malungo", da Nação Zumbi pós-Chico Science). No mais, a fusão bem dosada de rap, metais felakutianos e guitarra benjoriana explode nos ouvidos como massagem sonora.

fonte: Radiola Urbana


2 de dez de 2007

Álbum: Negro é lindo (1971)

Phonogram


Faixas:

  1. Rita Jeep (Jorge Ben)
  2. Porque é proibido pisar na grama (Jorge Ben)
  3. Cassius Marcello Clay (Jorge Ben - Toquinho)
  4. Cigana (Jorge Ben)
  5. Zula (Jorge Ben)
  6. Negro é lindo (Jorge Ben)
  7. Comanche (Jorge Ben)
  8. Que maravilha (Jorge Ben - Toquinho)
  9. Maria Domingas (Jorge Ben)
  10. Palomaris (Jorge Ben)





Direção de produção: Paulinho Tapajós
Direção de estúdio: Paulinho Tapajós
Técnico de gravação: Toninho e Mazola
Estúdio: C.B.P.D.
Arranjos: Arthur Verocai
Foto: Wilney
Capa: Aldo Luiz



Senha do arquivo: salvejorgeben



30 de nov de 2007

Compacto: (1981)

Músicas:

  • Georgia e Jorge
  • A Cegonha me deixou em Madureira
  • Alô alô, como vai
  • Waimea 55.000

A última é inédita "Waimea 55.000" e foi relançada como faixa bônus do álbum Dádiva recentemente. A disponibilizamos com ótima qualidade (320 kbs) no diretório compactos.

28 de nov de 2007

Álbum: Erasmo Carlos Convida (1980)

Erasmo Carlos convida Jorge Ben para cantar com ele "O Comilão" composição dele e Roberto Carlos.

30 de out de 2007

Álbum: Pirlimpimpim (1982)

Em 1982 o escritor Monteiro Lobato comemorava 100 anos e os especiais infantis no horário nobre estavam no seu auge, resultado: a Rede Globo colocou no ar no dia 8 de outubro (perto do dia das crianças) o musical adaptado da história Pirlimpipim, de Lobato, para comemorar. A atração, que foi ao ar na faixa da Sexta Nobre, teve a direção de Augusto César Vannucci.

O curioso do especial é que os personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo eram interpretados por cantores, pois o Pirlimpipim exigia que os personagens cantassem durante o programa. Então Emília foi interpretada pela espevitada Baby Consuelo, enquanto o Vinconde de Sabugosa era feito por Moraes Moreira, a Narizinho era feita por Bebel Gilberto, que já havia trabalhado com vocal em diversos Lps da Turma do Balão Mágico, e Ricardo Graça era o Pedrinho. A turma tinha que enfrentar as maldades da perversa Cuca, que no especial era interpretada por Ângela Rôrô. Nelson Camargo fazia o papel do escritor homenageado e o Saci caiu muito bem na performance de Jorge Ben.
(Fonte InfanTv)


Se alguém tiver vídeo disto por favor bote na rede!

Esta música receberia outra versão no disco Ben Brasil de 86.

29 de out de 2007

Álbum: Elis Regina - No Fino da Bossa - Ao vivo vol.2 (1965)



Jorge Ben participa do programa da Elis cantando, com a sua participação, "Agora Ninguém Chora Mais".


26 de out de 2007

Compacto: Falcão (1983)

Maracanã / Itália

De presente aos que visitam este blog, liberamos o compacto Falcão.

Lançado na itália em 1983 e cantado em italiano, a música é uma homenagem ao jogador de futebol Paulo Roberto Falcão.

O compacto também traz no lado B a música Lorella, também cantada em italiano.

Bom proveito e continue visitando o site do Instituto Neo Mama (www.cancerdemama.com.br) e clicando no banner rosa "Campanha da Mamografia Digital Gratuita". Não custa nada ajudar!


Músicas:
  • Falcão (Lottavo re di Roma)
  • Lorella

Lembre-se de dar o devido crédito ao postar material deste blog em outro lugar.


22 de out de 2007

Compacto: Jorge Ben e Toquinho - Que maravilha / Carolina, Carol Bela (1969)

RGE

Lado A: Que Maravilha
Lado B: Carolina, Carol Bela


Esta versão de Que Maravilha é mais acelerada (sambarock talvez), vale a pena ouvir.

15 de out de 2007

Composições/

São as composições do mestre gravadas por outros artistas, inéditas (ou pelo menos gravadas antes de constar) em álbuns do Jorge Ben.

1969 - Claudette Soares - O cravo brigou com a rosa.mp3 3,064 KB
1969 - Elizabeth Viana - Meu Guarda Chuva.mp3 2,101 KB
1969 - Gal Costa - Tuareg.mp3 6,434 KB
1969 - Os Incriveis - Vendedor de Bananas.mp3 3,576 KB
1970 - Doris Monteiro - Se voce quiser mas sem bronquear.mp3 4,272 KB
1971 - Erlon Chaves - Eu tambem quero mocoto.mp3 7,912 KB
1971 - Maria Bethania - Mano Caetano.mp3 2,444 KB
1971 - Trio Mocoto - Esperanca.mp3 3,652 KB
1971 - Trio Mocoto e Jorge Ben - Aleluia, Aleluia (e ainda tem mais).mp3 3,053 KB
1973 - Originais do Samba - Falador passa mal.mp3 7,505 KB
1973 - Wilson Simonal - Colecionador de amigos.mp3 2,580 KB
1973 - Wilson Simonal - Quem mandou (pe na estrada).mp3 4,986 KB
1987 - Branca Di Neve - Falsa Magra.wma 3,204 KB File
1993 - Veronica Sabino - Meu namorado.mp3 4,855 KB
1998 - Arnaldo Antunes - Dinheiro.mp3 3,170 KB
2005 - Sambasonics - Achados e Perdidos.mp3



Sugestões? Deixe um recado.

11 de out de 2007

Úteis

Um plugin do winamp para visualização por álbuns. Basta tê-los de maneira organizada (a pasta: ano - nome do álbum; e dentro a capa nomeada como folder.jpg) assim como os discos que estão para download aqui no blog. Daí é clicar na capa para ouví-los.

Album list:
http://www.winamp.com/plugins/details/139186

Outro plugin bacana é o lyrics do site do Terra - letra da música em ação na tela acima
http://letras.terra.com.br/plugin.php

5 de out de 2007

Álbum: Ben (1972)

Phonogram

Faixas:
  1. Morre o burro fica o homem (Jorge Ben)
  2. O circo chegou (Jorge Ben)
  3. Paz e arroz (Jorge Ben)
  4. Moça (Jorge Ben)
  5. Domingo 23 (Jorge Ben)
  6. Fio Maravilha (Jorge Ben)
  7. Quem cochicha o rabo espicha (Jorge Ben)
  8. Caramba (Jorge Ben)
  9. Que nega é essa (Jorge Ben)
  10. As rosas eram todas amarelas (Jorge Ben)
  11. Taj Mahal (Jorge Ben)

Baixar: parte 1 / parte 2

Tamanho: 34 mb cada
Qualidade: 256 kbps
Senha do arquivo: salvejorgeben

27 de set de 2007

Compacto: Queremos Guerra / A Minha Menina (1968)

Rozemblit - Mono

Faixas:

  • Queremos Guerra ( IV Festival da MPB / Record)
  • A Minha Menina

Baixar músicas

25 de set de 2007

Versões/

Diretório para versões bacanas das músicas do Jorge. Por enquanto é o que temos:

1963 - Tamba Trio - Mas que nada.mp3 2,522 KB
1965 - Elis Regina - Mas Que Nada - Ao vivo - Fino da bossa.mp3 2,192 KB
1967 - Luiz Henrique - Mas Que Nada.mp3 4,330 KB
1967 - Sergio Mendes & Brazil' 66 - Chove chuva (Constant Rain).mp3 4,727 KB
1969 - Gilberto Gil - Queremos Guerra.mp3 2,682 KB
1969 - Toquinho e Jorge Ben - Que maravilha (single) .mp3 3,047 KB
1969 - Wilson Simonal - Pais Tropical (Italian version).mp3 4,769 KB
1970 - Elis Regina - Ate Ai Morreu Neves.mp3 2,105 KB
1970 - Elis Regina - Bicho do mato.mp3 7,971 KB
1970 - Marilia Medalha - Zana.wma 2,687 KB
1971 - Erlon Chaves - Cosa Nostra.mp3 3,687 KB
1971 - Trio Mocoto - Maria Domingas.mp3 3,688 KB
1973 - Nicoletta - Fio Maravilha.mp3 (em francês) 4,979 KB
1981 - Baby do Brasil - Todo Dia Era Dia De Indio.mp3 4,824 KB
1990 - Gal Costa - Cabelo.mp3 4,954 KB
1992 - Cidade Negra - Zumbi.mp3 5,872 KB
1993 - Gal Costa - Alkahool.mp3 9,028 KB
1993 - Gal Costa - Bumbo Da Mangueira.mp3 7,256 KB
1994 - Marisa Monte - Balanca Pema.mp3 2,902 KB
1996 - Belo Velloso - Amante amado.mp3 2,880 KB
1996 - Cidade Negra - Negro e lindo.mp3 4,367 KB
1998 - Racionais Mcs - Jorge da Capadocia.mp3 3,131 KB
2004 - Dj Marky - Jorge Benjor & Toquinho - Carolina Carol Bela.mp3 4,116 KB
2005 - Pipodelica - Zagueiro.mp3 3,985 KB
2006 - Jorge Ben - Sou da Pesada (7 samurai afroraduna remix).mp3 6,132 KB



Sugestões? Deixe um recado.

19 de set de 2007

Voa Jorge voa.

Por: Ziba
www.assuntei.blogspot.com


Jorge Meneses deixou sua viola de lado, e a "cultaiada" não quis mais saber dele, e os novos cults quiseram saber tempos depois, descobrindo o tão aclamado "A Tábua de esmeralda", porém pouco se fala da carreira e da influência que o bandleader da Banda do Zé Pretinho exerceu na música negra brasileira.
A África temática sempre presente na carreira de Jorge Ben foi alinhada com samba e um toque de seu grande ídolo João Gilberto, o jeitinho de se expressar ímpar, culminava com sua forma moderna de tocar violão, a musicalidade era tão difícil de ser definida que seus primeiros discos foram gravados com um grupo de Jazz, Meirelles e os Copa 5.
E logo então "Mas que nada" virou hit, rapidamente Jorge Ben era presença constante em festivais de música da época, sua batida de violão marcante dizia a quê ele vinha, o som cheio de suingue e balanço, caracterizavam um instrumentista diferente, cronologicamente o início dos anos 60 foi marcado por seu estilo MPB fora do comum, até a entrada para um tipo de música indefinível, olhos de fã à parte, vejo até rock em alguns discos, e isso se estende até meados dos anos 70, quando no Disco África Brasil ele troca o violão pela guitarra, daí vem aquela pergunta que martela na cabeça de críticos, porque ele fez isso?
Talvez pela tendência pelo desconhecido que sempre foi recorrente em sua carreira, alguém que buscava sempre o novo, julgá-lo por isso? Não. Deixar de gostar por isso? Também não. E ele não se saiu mal em sua mudança brusca, a essência africana permanecia, vide "Cavaleiro do cavalo imaculado", do próprio disco anteriormente citado, vejo que a crítica o enxergava como o menino Jorge que sussurrava bonito e arranjava como ninguém, sua genialidade foi colocada à prova, seria ele tão bom com a guitarra assim?
Não, não seria, mas era genial ainda, era nítido que pro contexto popular a relevância dos seus acordes ficou em segundo plano, vinda a incompreensão, ele foi balançar a galera também fora do país, "soltando o pavão" na gringa, metalizando seu som e abrindo mais a boca para cantar
W/Brasil chegou com os anos 90, e o povo abraçou, evidenciando jabá da mídia ou não, estava lá o Babulina cantando para quem sempre o ouviu, o povo, o povo que sofreu mutações musicais e culturais, mas quem se moldou ao tempo foi o gênio, e a essência continua, favela, morro, e a música que rola lá, Spyro Gyro e W/Brasil talvez não sejam tão tocantes nos quesitos criação e inspiração, mas igualmente faziam balançar um bocado de gente, antes falava do Flamengo e era o malandro da Tereza, depois veio o funk e o surfista de trem, bancou o preço de mudar tanto de lado, mas sempre produzindo algo sincero, e como diversos bons artistas brazucas, é mais reconhecido fora de sua pátria.
Intriga-me bastante o questionamento imposto por alguns a respeito de sua mudança, ainda que eu goste de ficar abismado ouvindo a pancadaria do disco "O Bidú - Silêncio No Brooklin (1967)", tento enxergar de outra forma as diversas retomadas artísticas, acredito num processo completamente pessoal e tendencioso, que ele, Jorge, tenta chegar próximo da massa sempre, seja o instrumento, voz ou nome mencionado.

Salve Jorge Ben, salve simpatia, Salve Ben Jor.

23 de jul de 2007

Taj Mahal - Jorge Ben

Não, eu não me enganei no título do texto.
Há uma versão de que a música Taj Mahal, incluída no álbum "Ben" de 1972, seria uma homenagem ao bluesman norte-americano de mesmo nome (além de contar a história do templo indiano, que todos já sabemos decor).
Pois em 1987 Taj retribuiu a homenagem no disco Live & Direct nomeando a música como "Jorge Ben". O inverso, não só no nome como na música que você poderá baixar da nossa pasta de arquivos mp3 "Outras".


A demora talvez seja por que Taj só tenha conhecido a música através do plágio descarado de Rod Stewart "Da Ya Think I'm Sexy?" (Blondes Have More Fun, 78), quem sabe?

Esta é mais uma que tu só encontra aqui.


Site oficial do cara:
http://www.taj-mo-roots.com/

10 de jul de 2007

Outras/

Homenagens, citações, samples e músicas relacionadas ao artista.

  • 1964 - Roberto Carlos - História De Um Homem Mau
    Música na qual Jorge Ben se inspirou para criar "O Homem que Matou o Homem que Matou o Homem Mau" do disco Big Ben de 1965.
  • 1972 - Trio Mocoto - De TM a JB
    O Trio Mocotó homenageia Jorge. Agradecimento pela parceria que deu certo?

  • 1978 - Rod Stewart - Do Ya Think Im Sexy
    O mais famoso plágio. Rod teria visitado o Brasil um ano antes...

  • 1987 - Taj Mahal - Jorge Ben
    Música resposta para o hino Taj Mahal que homenageia o músico americano.

  • 2004 - Sambasonics - Babulina
    Mais uma homenagem ao Babulina.


Esta pasta receberá inclusões sempre que possível.

22 de jun de 2007

Álbum: O Fino da Bossa (1964)

RGE

Segundo o Discos do Brasil o disco O FINO DA BOSSA traz Chove chuva como a faixa nº 6. Este show foi gravado no Teatro Paramount, atual Teatro Abril, em São Paulo, na noite de 25 de maio de 1964. O show aconteceu em benefício da AACD e patrocinado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.

O programa "Fino da Bossa" da tv Record iniciou-se um ano depois e teria sido inspirado nesta apresentação. Ficou no ar até 67.

A capa acima foi retirada da versão CD, lançado em 1994. Por isto o selo 30 anos de bossa.

O Edison citado pelo Ben (Toca Edison!) era o baterista Edison Machado do Copa 5 que o acompanhava.

Se você tem informações a respeito, comente.

12 de jun de 2007

O “efeito fênix”

por Pedro Alexandre Sanches

Com 44 anos de estrada, Jorge Ben Jor divide-se entre o culto à originalidade da obra que criou e o desgaste de fórmulas

Jorge Ben Jor, 65 anos, debate-se no palco da Casa Fasano. O objetivo é entreter uma platéia composta majoritariamente de espectadores de terno e gravata, num show fechado exclusivamente para clientes da Terco Grant Thornton. Até mesmo a assessora de imprensa da empresa de auditoria e consultoria estranha a escalação e palpita que um show de bossa nova combinaria bem mais com o público em questão.

Na madrugada, depois de extrair dos engravatados algum nível de animação, Jorge comenta a apresentação: “Está todo mundo ali, diretor, presidente da companhia. O pessoal fica comportado, até para dançar”. Diz que a inibição alheia não o inibe: “Não faz diferença. A gente toca porque tem de tocar. Isso é que é a prova dos noves, fazer esse público gostar da sua música e dançar”. O presidente da empresa e a esposa acabam subindo ao palco e caindo na dança.

Não é situação de exceção: shows chiques e fechados costumam aprimorar a sobrevivência não só de Ben Jor, mas da maioria dos astros pop. Mas enfrentar situações de deslocamento como aquela é a tônica de 44 anos de carreira profissional do autor de Fio Maravilha e Taj Mahal.

Parceiro do artista quando ele se chamava Jorge Ben e cantava acompanhado pelo Trio Mocotó, entre 1969 e 1972, João Parahyba remonta o desconforto aos primórdios: “Ele já ficava meio deslocado em tocar Mas Que Nada no Beco das Garrafas (o templo da bossa nova em que Ben estreou, em 1963). O som moderno da época era o jazz, que não se encaixava bem na cabeça dele. Ele vivia muito com o pessoal do rock, Os Incríveis, Roberto e Erasmo”.

Das origens fala também Wilson Simoninha, filho de um amigo próximo de Jorge, o controverso Wilson Simonal, ídolo popular que caiu em desgraça sob acusações de ser colaborador do regime militar e em 1974 acabou perseguido e preso pelo mesmo regime.

“Roberto, Erasmo, Jorge, Simonal e Tim Maia eram todos caras periféricos, sem formação universitária, numa época em que a formação universitária era tudo. Sofreram bastante com isso, como também Elis Regina. Foram patrulhados e tiveram de aprender a lidar com isso. Todos foram em casa visitar meu pai quando ele voltou da prisão”, diz Simoninha.

“Jorge sempre foi presente. Talvez não ficasse tão próximo mais por culpa do meu pai, que carregava o receio de estar prejudicando pessoas de quem gostava”, continua. “Por muito tempo esqueci isso, mas, quando meu pai foi preso, Jorge foi o cara que ia em casa todos os dias para brincar comigo. Foi chocante para mim, com 8 anos, os policiais entrando em casa, a história no Jornal Nacional.”

No início dos anos 90, Simoninha se integrou à Banda do Zé Pretinho, de Jorge. E foi um dos articuladores de mais uma retomada, dessas que um amigo de décadas, Washington Olivetto, chama de “efeito Fênix”. O publicitário fala de Jorge: “Ele tem as mesmas maluquices que se creditam a Roberto Carlos e Tim Maia. Só faz o que quiser, na hora que quiser. É o único artista brasileiro que se relançou quatro vezes com o mesmo êxito. Ciclicamente, se reinventa, ou é reinventado”.

O triunfo, na ocasião, veio com a massificação do funk W/Brasil (Chama o Síndico), inspirado pela agência de propaganda de Olivetto. Os envolvidos garantem que W/Brasil não foi gestada por nenhum golpe de marketing. “A gente fazia muitos shows pelos subúrbios, que em São Paulo chamam de periferia, e todo mundo cantava. Foi pegando, saiu das ruas para o rádio”, descreve Ben Jor.

Mas, logo após a explosão, a carreira passou a ser administrada por Manoel Poladian, um dos mais vorazes empresários musicais do País. “Começou a trabalhar daquela forma conhecida, Jorge ganhando dinheiro a rodo, Poladian botando dinheiro a rodo”, afirma Simoninha.

Poladian rebate, por e-mail, a idéia de que a exploração do êxito de W/Brasil tenha exaurido a imagem do artista: “Só um leigo pode classificar de superexposição a execução de uma música de qualidade. Nenhum artista tem desgaste enquanto faz um bom trabalho”.

Olivetto focaliza outro aspecto: “Foi a partir daquele estouro que se solidificou o Jorge ‘cult’”. Abria-se, para o cantor, uma fase de inédita valorização da obra anterior. Mesmo sob desgaste, se consolidava, com uma geração de atraso, a compreensão da colossal originalidade de discos formadores da identidade musical brasileira, como Samba Esquema Novo (63), Força Bruta (70), Negro É Lindo (71), A Tábua de Esmeralda (74), África Brasil (76).

No ambiente musical, de Marisa Monte ao mangue bit, quase todos que então surgiam pediram a bênção, declararam influência, ocasionalmente clonaram o mestre. Na periferia paulistana, os Racionais MC’s surgiram sob nenhuma identificação com a música brasileira, a não ser a de Tim Maia e Jorge Ben. “Mano Brown escreveu para mim, analisando A Tábua de Esmeralda, letra por letra. O que ele faz é bom, honesto. Alguém tem de prestar atenção no que fazem, nas letras deles.”

Ao participar de um show dos Racionais no Sesc Itaquera, em 2004, conheceu os filhos de Brown, batizados em homenagem a ele e à esposa. “Fiquei emocionado quando conheci o Jorginho e a Domênica, naquele dia.” Por causa dele também se chama Jorge o filho recém-nascido do músico Max de Castro, outro filho de Simonal e quase-filho de Ben Jor.

Diz Max: “Ele foi se mantendo em altos e baixos. Voltou, sumiu, voltou. Sobreviveu a modas e movimentos, sempre na paralela. Tocou no Beco, mas não era da elite da bossa nova. O mesmo com a Jovem Guarda, a Tropicália, o samba-rock. Nos 90, até Chico Buarque começou a falar que Jorge Ben era demais. Foi uma redenção até para aquela geração, que teve esse descuido com ele”.

“Ele foi muito machucado, muita gente o menosprezou após o sucesso de Mas Que Nada”, concorda Simoninha.

“Durante muito tempo, foi um artista exilado no próprio país. Hoje mora em Miami, o que para mim é algo inaceitável”, diz João Parahyba. Max aborda o tema sob outro registro: “Jorge mora em Orlando, num condomínio onde moram atores de Hollywood. Vem para o Brasil só para fazer show. Um cara que todo mundo achava que era um mané, um louco, é o grande pop star brasileiro”.

O pop star volta à terra natal vez por outra, para cantar no Fasano ou prestigiar o lançamento de Recuerdos de Asunción 443, CD de raridades dos anos 80 que se encerra com uma única canção nova, Emo, em citação a uma das tribos roqueiras em voga, de adolescentes que adotam roupas pretas, maquiagens carregadas, rock pesado, mas emotivo, e muita melancolia. Parecem infelizes, mas são felizes/ (...) parecem ilegais, mas são legais, canta, ensaiando mais um deslocamento, o missionário de alegria, simpatia e balanço que, segundo alguns, nunca fez uma música triste.

Jorge desafia o clichê: “Eu sou um emo. Sou o tio emo”. Ora diz que dedicou o disco a jovens emo que são seus vizinhos, ora dá a entender que, pai dos jovens Tomás e Gabriel, convive com o imaginário emo sob o mesmo teto: “Eu via isso lá em casa. Em cinco minutos alguém ficava bravo, depois ficava triste, depois alegre...”

João Parahyba belisca o assunto ao tecer impressões sobre o ex-parceiro: “Tenho a impressão de que se tornou um cara muito reservado, retraído, fechado, com medo do que os outros vão falar dele. Talvez hoje seja um artista triste. Talvez se sinta deslocado musicalmente, entre mundos”. Inicialmente duro, o depoimento duro deságua em emocionada declaração: “Ainda gostaria de fazer um show com ele, ou uma música que seja, porque sempre gostei muito dele. Mas isso é a vida que vai realizar, ou não”.

Ao final da entrevista, Jorge se descontrai. Fala sobre os cachorros. “Bota aí os quatro, senão vão ficar com ciúmes. Pumpkin e Spring são da raça lhasa apso. Aí tem uma maltês, a Tessy, e um poodle, Tuca Calvin.” Fala sobre os filhos. “Não tem nenhum músico. Tomás se formou agora na Flórida, em business administration. Está mandando currículo, de férias, jogando golfe, que ele gosta muito (assim como o próprio Jorge). Gabriel está indeciso entre fazer (faz uma pausa, suspira) ciências políticas e jornalismo.”

E ele, gosta de política? “Não, sou apolítico”, responde o padrinho de um dos filhos de Roberto Carlos. “Faço meu dever cívico, dou meu voto, às vezes me arrependo.” Tem se arrependido recentemente? “Agora, por enquanto, não. Pensei que ia me arrepender, mas não. Mas gostaria que o dólar voltasse a valer um real. Os empresários não gostam, mas é bom para o povo”, divaga o criador de País Tropical, antes de partir rumo à madrugada.

29 de mai de 2007

Compacto: Charles Anjo 45 - Caetano Veloso (1969)


Compacto do Caetano em que Jorge Ben faz uma ponta.
O Caetano até fez clipe da música mas o Jorge não aparece.

O mp3 foi tirado do cd "Singles" do mesmo.

Mago da Musica Popular Moderna

Dj Jazz
dj jazz é dj e pesquisador musical


Jorge Ben (apenas Ben, porque Ben Jor não existe para mim) é uma das figuras mais importantes da musica popular brasileira. Sua discografia é cronologicamente uma viagem na nossa musica popular, desde a bossa nova, passando pela jovem guarda e o tropicalismo ate chegar à sofisticada musica pop dos anos 70.

Nossa viajem começa com um 78 rpm com as musicas "Mas que nada" e "Por causa de você menina". Sucesso absoluto, esta músicas trazem os arranjos do jovem João Teodoro Meirelles e seu grupo, os Copa 5, numa orquestração matadora dando ênfase ao violão negróide do Ben entre a pontuação dos metais.

Com sucesso imediato, Ben teve a oportunidade de gravar seu primeiro álbum, "Samba Esquema Novo", contando com um time de arranjadores, como JT Meirelles, Gaya e o Grupo Bossa Três. Em um estilo único, Jorge combinava letras extremamente simples a arranjos mais complexos, sempre destacando a batida de seu violão. Aliás, o violão de Jorge é um capitulo a parte: ninguém além do próprio Jorge e do Fritz (Trio Mocotó) consegue tocar o violão com a afinação de Jorge Ben. O motivo é que Jorge, vindo de uma família pobre, aprendeu a tocar violão com um método de banca de jornal e um violão de segunda mão, o que o obrigava a afinar o violão a sua maneira. Sem saber ele já estava inventando um estilo único, uma marca registrada, ao ponto de ao primeiro acorde de uma canção sua o ouvinte já identificar "essa batida é do Ben".

Seus quatro primeiros álbuns (Samba Esquema Novo, Sacundin Ben Samba, Ben é Samba Bom e Big Ben) são todos calcados no samba jazz ou como era chamado na década de 60 MPM (musica popular moderna). Apos esta fase bossa, Jorge passa a viver em São Paulo no final de 1966, onde tem contato com músicos da chamada Jovem Guarda como a dupla Roberto e Erasmo Carlos. Neste período o bairro do Brooklin em São Paulo é o reduto da boemia e dos grandes artistas da época e dessa nova experiência Jorge lança um disco fora do seu selo (Philips) em 1967: O Bidú - Silêncio No Brooklin, onde mistura a nova linguagem musical com seu samba, batizando carinhosamente seu som de Jovem samba. Neste disco Jorge vem acompanhado do Jorge Ben Trio, que mais tarde a seria renomeado como Trio Mocotó. Alem do balanço clássico do seu violão, instrumentos elétricos como órgão e o pandeiro fortíssimo de Nereu Gargalo marcam a pontuação rítmica do disco, numa visão mais fina do estilo popularizado por Roberto e Erasmo.

Ate ai Jorge ainda mantém alguns elementos da sua fase bossa, mas já demonstra que novamente iria transcender unindo o clássico ao popular com a mesma maestria, marcando o ritmo de uma forma genial, ao mesmo tempo em que empregava letras extremamente simples e de fácil apego popular a arranjos de orquestras bem complexos. Em 1969, sai o álbum homônimo "Jorge Ben", conhecido informalmente como Flamengão, devido ao desenho genial da capa, cortesia do artista Albery. A partir do Flamengão a coisa começa e pegar fogo. Neste disco Jorge conta com arranjos do Maestro Rogério Duprat, uma das pedras fundamentais do tropicalismo. Duprat uniu elementos de orquestras como cordas, ao balanço do violão do Bem e o derive rítmico do grupo de samba Originais do samba para criar verdadeiras obras de arte. Musicas como Barbarella e Take It Easy My Brother Charles (recentemente sampleada deu duo Drumagick) numa viajem alucinante pelo universo tropicalista. Neste Período as letras de Ben começam a ficar mais intelectuais, mas não perdem seu apego popular.

Em 1970 sai o álbum "Força Bruta", onde oficialmente aparece o nome Trio Mocotó, como acompanhantes. A partir desse álbum Jorge sai em turnê com o trio pelo mundo, chegando ate o Japão onde lançaram um álbum nunca editado no Brasil. De volta ao Brasil Jorge lança em 1971 o álbum Negro é lindo, uma fantástica viagem sobre a cultura negra marcada pelas orquestrações do lendário maestro Arthur Verocai. Deste álbum temos faixas incríveis como "Comanche" (apelido carinhoso de João Parahiba do Trio Mocotó) e "Porque é Proibido pisar na grama", sampleada pelos Racionais Mcs. Em 1972 sai o algum BEN, talvez o mais fraco de sua discografia com o nome Jorge Ben. Mesmo sendo um disco considerado fraco, nele está a versão original de Paz e Arroz, clássico repaginado recentemente pelo Clube do Balanço no revival do samba rock nos anos 2000.
Em 1973 Jorge não lançou nenhum álbum com faixas inéditas,apenas uma coletânia de seus maiores sucessos agrupados em pout pourri chamada 10 anos depois. Em 1974 Jorge quebra tudo mais uma vez ao lançar seu álbum "A Tábua de Esmeralda". Numa viajem sem limites ele escreve letras que falam de filosofia e alquimia misturadas ao cotidiano como futebol e mulheres. A tábua de Esmeralda é fantástica, desde a capa com seus desenhos incríveis do alquimista Flamel, num marco da música popular brasileira.

Em 1975 Jorge lança Solta o Pavão, seguindo a mesma temática do Tábua de Esmeralda, mas utilizando elementos da mitologia e astrologia. Solta o Pavão é como um folow up da Tábua de Esmeralda, uma olhada detalhada nas duas capas e a audição dos dois discos demonstram que um segue o outro. No mesmo ano Jorge lança um álbum duplo com Gilberto Gil, o Gil e Jorge. O álbum conta com dois violões poderosos (Gil e Jorge) um baixo e percussão, fundindo elementos afros a musica brasileira numa mistura única. Pra fechar em 1976 sai o álbum África Brasil, a primeira vez que Jorge troca o violão pela guitarra elétrica em um álbum, o que para muitos críticos foi a sua derrota musical. Polemica à parte em África Brasil Jorge conta com arranjos de Jose Roberto Bertrami (Azymuth) e um time de músicos da pesada entre eles os percussionistas Nene e o baterista Wilson das Neves. Nos anos citados, Jorge gravou outros álbuns no Brasil e no exterior, mas que não agregam muito a sua impecável trajetória. Fica impossível citar os compactos gravados e descrever seus papeis nas épocas citadas, entre os compactos mais famosos está o que inclui "Carolina Carol Bela", parceria de Jorge com Toquinho, que ficou mundialmente famosa apos ser sampleada por Marky e Xrs na sua LK.

Dizer qual o melhor álbum do Jorge Ben é uma tarefa impossível, cada disco, cada compacto dentro de sua conjuntura política, social e principalmente musical, tem um valor único, o que coloca Babulina (este é um dos muitos apelidos de Jorge Ben) num patamar único dentro da musica brasileira. Tente você caro leitor dizer qual é o melhor álbum de Jorge Ben, ou ainda qual sua melhor musica. Eu já ouvi todos os discos citados centenas de vezes, já pirei em cada capa dos seus álbuns e não cheguei a nenhuma conclusão, sua obra nos permite apenas afirmar que enquanto usou o nome Jorge Ben (antes do Ben Jor e da guitarra) Jorge foi um artista completo.

Para os djs e apreciadores do vinil uma boa pesquisa nos sebos garante o acesso a todos os álbuns citados por um preço razoável. Já para a galera digital, se consegue alguns álbuns em CD, remasterizados e com as capas originais também por ótimos preços. Só não aconselho as coletâneas, existe uma centena no mercado e milhares de musicas disponíveis na internet, mas desta forma não se consegue acompanhar suas fases, verificar as mudanças de um álbum para outro, não se tem uma linha cronológica ouvindo coletâneas. Então pegue todos os álbuns do Ben e boa audição, vocês não irão se arrepender.

Publicado em: www.eletronicbrasil.com.br

24 de mai de 2007

Trilha sonora: As Divinas e Maravilhosas - Tupi (1973)



As Divinas e maravilhosas foi uma novela transmitida pela Tv Tupi em 73 e 74. A música My Lady era tema da personagem Heloísa (Geórgia Gomide). Essa música (toda cantada em inglês) ganharia outra versão em 76 para o disco Tropical.

18 de mai de 2007

Álbum: Dal Vivo Al Sistina (1975)




Reza a lenda que o Dal Vivo Al Sistina foi gravado ao vivo na Itália, no teatro Sistina em 1975. Produzido pela CBS.
Como não foi distribuído no Brasil não faz parte da discografia oficial.

Porém ao ouvir o vinil logo na primeira faixa me deparei com uma faixa de estúdio "País Tropical" idêntica a lançada em Jorge Ben (1969). Depois se intercalam músicas ao vivo com outras de estúdio. Ouvindo as faixas ao vivo notei que o Jorge fala palavras em francês: "voalá","chanté". Então as comparei com as faixas de à LOlympia (gravado na França) e vi que eram idênticas! Com excessão de alguns cortes.

Não entendi nada. Onde foi parar a suposta apresentação televisionada?
Olhando com atenção o verso do disco vi a inscrição "An original Phonogram Brasil recording". Originalmente uma gravação da Phonogram do Brasil? O A lOlympia foi lançado pela Phonogram. E também as faixas de estúdio foram lançadas anteriormente em álbum pela Phonogram.

E não é só. Em 1977 foi lançado por lá "Recital Jorge Ben" que também se diz "Registrato dal vivo al Teatro Sistina". Também ouvi este disco e não é muito diferente do primeiro. Com um detalhe bizarro: as faixas de estúdio ganham palmas na introdução e no final para que pareçam ao vivo!

Teria sido um disco inventado para aproveitar o interesse momentâneo pelo artista naquele país?
Alguém tem alguma versão dos fatos?

Fãs do Jorge Ben ajudem a esclarecer o mistério.


Senha do arquivo informada na lateral do blog.

13 de mai de 2007

Compacto: O Circo Chegou (1973)

Philips / 6245 024

Compacto duplo. Para baixar apenas as inéditas em álbuns: Lá vem Salgueiro, Tô com Deus.. e Bahia, Berço do Brasil.

Compacto: O Som do Pasquim (1970)

Philips - Mono

Lado A - Jorge Ben e Trio Mocoto – Cosa Nostra

30 de abr de 2007

Compacto: Jazz Potatoes / Hino do Flamengo (1973)

Philips

Raridade!

Nota: a faixa Jazz Potatoes está em melhor qualidade do que a encontrada por aí em coletâneas. Ela foi retirada da trilha sonora de "A Volta de Beto Rockfeller" série da Tupi, lançada no mesmo ano.



Caso tenha informações relacionadas a este disco entre em contato.

27 de abr de 2007

Vídeos Globo.com

Seis vídeos para download direto que estão no site da Globo e foram ao ar no Fantástico décadas atrás.

Veja a relação de vídeos. Trata-se dos seis primeiros clipes.

Formato: .wmv



Se você tem alguma informação sobre alguns destes vídeos não deixe de enviar seu comentário.

26 de abr de 2007

Compacto: Salve-se quem puder / Tê Tê (Tê Tê Tê Tê Tereza) (1968)

Rozenblit

Raridade!

Material que permaneceu inédito. A segunda música é uma espécie de rascunho de "Terezinha" lançada em Força Bruta (1970).

"Salve-se quem puder" não deixou de ser inspiração ao criarmos este blog. Este material precisa ser salvo!

Senha do arquivo: salvejorgeben

23 de abr de 2007

Álbum: Tropical (1977)


Disco de releituras e inéditas, lançado em 76 para o mercado exterior e um ano depois por aqui.

Island Records/Phonogram
  1. Taj Mahal
  2. Os alquimistas estão chegando
  3. Chove, chuva
  4. Georgia
  5. O namorado da viúva
  6. My lady
  7. Jesus de Praga
  8. Mas que nada
  9. País tropical


Senha do arquivo: salvejorgeben

19 de abr de 2007

Compacto: Someone's stepping on my mushrooms (1978)


Raridade!

Divertida parceria com o cantor francês Patrick Hernandez.

Baixar (4 mb)


Quem tiver mais informações já sabe, comente ou escreva pra gente.


Senha do arquivo: salvejorgeben

15 de abr de 2007

Compactos/

Diretório com as músicas inéditas em LP, publicadas aqui no blog, gravadas apenas em compactos.


Sugestões? Deixe um recado.

13 de abr de 2007

Álbum: Zé Maria e seu orgão - Tudo Azul (1962)

Neste LP temos a real primeira aparição de Jorge Ben para o mundo da música. Ele interpreta seus novíssimos sucessos: Por causa de voce, menina e Mas que nada.
Confira suas primeiras versões.



Senha do arquivo: salvejorgeben

10 de abr de 2007

Álbum: Phono 73 (1973)


Especial de TV (faixas remixadas e remasterizadas)

Contra a ditadura, MÚSICA! Em 1973, a Phonogran (atual Universal Music) reuniu todo seu elenco, em três noites de concerto no Palácio do Anhembi, num corajoso protesto contra o cerceamento da liberdade de expressão imposto pelo regime militar. PHONO 73.


Participação de Jorge Ben em 3 músicas retiradas do cd:
  • Mas que nada/ De manhã
  • Zumbi
  • Jazz Potatoes (com Gilberto Gil)

Download (15mb)

Em breve mais material deste evento!

Senha do arquivo: salvejorgeben

Textos Sobre o Artista

Disco Novo de Jorge Ben Jor
Jorge Ben Jor lança disco com músicas inéditas que ficaram no porão da som livre (entre 1987/1986)- "Falsa Magra", "O Astro" (feita para novela homônima, mas ficou de fora da trilha), "Duas Mulheres", "Emo", Zenon Zenon" e "Mexe Gal" são algumas músicas que vão estar no disco que chega às lojas em abril, próximo ao dia 23 (dia de São Jorge).

Ler texto do O Globo



Ben Passado
Por Dj Paulão - Coluna Swing Brasil
Um ensaio detalhado sobre a vida e a obra de Jorge Ben, mostrando sua discografia completa e vários detalhes da produção de seus discos e temática de suas composições
(Imperdível)

http://www.farufyno.com.br/col_13.htm



Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira
Art Editora e PubliFolha

http://www.mpbnet.com.br/musicos/jorge.ben.jor/

Multimídia

Dvds relacionados:

Energia – Jorge Ben Jor
Especial da Globo, de 1982.
Biscoito Fino 2007

MTV Apresenta Simoninha Canta Jorge Ben Jor
Trama Video, 2005

Acústico MTV - Jorge Ben Jor
Universal Music, 2002

Roda Viva: Jorge Ben Jor
Entrevista
1995

Discografia Oficial

Discografia Oficial do Artista:

  1. Samba esquema novo
    Universal Music - 1963
  2. Sacundin Ben samba
    Universal Music - 1964
  3. Ben é samba bom
    Universal Music - 1964
  4. Big Ben
    Universal Music - 1965
  5. O bidú - silêncio no Brooklin
    Movieplay - 1967
  6. Jorge Ben
    Universal Music - 1969
  7. Força bruta
    Universal Music - 1970
  8. Negro é lindo
    Universal Music - 1971
  9. Ben
    Universal Music - 1972
  10. 10 anos depois
    Universal Music - 1973
  11. A tábua de esmeralda
    Universal Music - 1972
  12. Gil Jorge
    Universal Music - 1975
  13. Solta o pavão
    Universal Music - 1975
  14. Jorge Ben à L'Olympia
    Phonogram - 1975
  15. África Brasil
    Universal Music - 1976
  16. Tropical
    Island Records/Phonogram - 1977
  17. A banda do Zé Pretinho
    Som Livre - 1978
  18. Salve simpatia
    Cast - 1979
  19. Alô, alô, como vai
    Som Livre - 1980
  20. Bem-vinda amizade
    Cast - 1981
  21. Dádiva
    Som Livre - 1984
  22. Sonsual
    Som Livre - 1985
  23. Ben Brasil
    Som Livre - 1986
  24. Ben Jor
    Warner Music - 1989
  25. Live in Rio
    Warner Music - 1992
  26. 23
    Warner Music - 1993
  27. Ben Jor world dance
    Warner Music - 1995
  28. Homo Sapiens
    Sony Music - 1995
  29. Músicas para tocar em elevador
    Sony Music - 1997
  30. Acústico MTV - Banda do Zé Pretinho
    Universal Music - 2002
  31. Acústico MTV - Admiral Jorge V
    Universal Music - 2002
  32. Reactivus amor est (Turba Philosophorum)
    Universal Music - 2004